242 Think – Movimento DIY e Personalização

Por Jeff Adm
Blog | 01.12.2015

De repente já não é tão interessante comprar a roupa daquela marca que gostava ou aquela da propaganda legal. Fazer sua própria roupa, customizar do seu jeito e deixar o que você usa mais original e a sua cara: o movimento “faça você mesmo” (tradução livre para “do it yourself”, ou DIY, em inglês) voltou com força e fez muita marca patinar sem saber como recuperar esses consumidores.

Digo que voltou com força porque essa tendência não é de hoje. Como diz este estudo da Box1824, os primeiros registros do movimento dentro da prática de consumo são de 1912, mas ele ganhou mais relevância mesmo com o movimento punk, na metade da década de 1970. Como subcultura contra a indústria de consumo e o sistema capitalista, fazer as coisas com suas próprias mãos sempre foi uma “regra” do punk.

Ainda na pesquisa da Box1824 podemos ver que os incentivos para esta prática voltar a tona recentemente mudaram: agora o que importa é proteger o meio ambiente e economizar o próprio dinheiro. Mas ainda assim aponta uma ameaça à indústria de consumo.

Algumas marcas souberam lidar muito bem com este cenário e mostraram como usar esses conceitos da contracultura para reforçar sua imagem e/ou aumentar suas vendas. Separei alguns casos curiosos:

 

LOMOGRAPHY KONSTRUKTOR

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Você mesmo monta sua própria câmera analógica. O esquema é quase que nem os brinquedos de Kinder Ovo ou os móveis IKEA: você compra a caixa com todas as peças e tem que encaixá-las para conseguir tirar suas fotos. As peças vem prontas, mas o processo de montagem e customização por adesivos já aproxima o produto do DIY.

 

 

OUTDOORS OBI

OBI é um varejista de materiais para DIY, como chamam lá fora, e é líder do segmento na Alemanha. Mas parece que só vender os materiais não era suficiente para fazer deles uma marca DIY. E então eles fizeram essa série de outdoors na Inglaterra:

“Com as próprias mãos”, se apropriaram e revitalizaram partes da cidade, apenas assinando com sua marca. Só que nesse caso não faltaram palavras.

 

CONVERSE CHUCK TAYLOR ALL STAR MADE BY YOU

 

Aqui, a Converse entendeu a relação de seus consumidores com seus All Stars. E fez o caminho inverso das marcas acima: deu todo o crédito pro espírito DIY dos tênis para os consumidores, e ainda transformou centenas de pares dos calçados em obra de arte, assinadas pelos próprios donos – os consumidores. Olha só o vídeo da campanha:

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De todos os casos é o que mais gosto, particularmente.

 

BRACELETES PANDORA / VIVARA LIFE

Esse exemplo pode até parecer mais banal, mas tem tudo a ver com o que estamos falando. Essas pulseiras já invadiram o mainstream e não param de ganhar força justamente pelo poder que seus pingentes tem de transmitir parte da personalidade das pessoas, ou representar aquilo que importa pra elas. O ato de escolher cada pingente, poder trocar sempre e escolher novos traz a aproximação que o público espera, além da ideia de longo ciclo de vida pro produto.

 

URBAN OUTFITTERS DIY OR DIE

diyORdie 

A famosa marca de roupas norte-americana chamou o movimento pra bronca e mostrou que além de não ter medo, também estava disposta a entrar na onda. Junto com uma série de blogueiros e blogueiras do DIY para desconstruir o lookbook da marca e reinventar as peças que quisessem. Desdobraram esta ação numa revista e num evento, onde algumas blogueiras foram ensinar os clientes interessados.

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